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quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Cavalo Paraguaio.


desesperador é o soar de cada relógio, que bate absurdamente sem frear os gritos agudos que o acompanhavam. pés apressados eram vistos saltitando por dentre lamacentas ruelas fedidas, que amontoadas, instantaneamente pareciam encolher. estampidos eram ouvidos ao longo entardecer, finos e agourentos. não somente um, nem dois, quinhentos ao mínimo. números avantajados como a ambição social. a cada esquina faces simultâneas eram vistas, seus rostos desfigurados por expressões amedrontadas, ora sucumbindo à loucura interior, ora buscando suporte alheio. O caos estava situado na cidade maravilhosa, ambientes ocupados por quem à morada procurasse era atualmente campo da guerrilha semanal. Inexistente segurança, promessas de meia-boca. Além do sol nascer quadrado, quem de lá não saia comandava as mairionetes que por fora passeavam. Ataques, explosões, paredes sangrentas eram o cenário perfeito do tão temido filme terrorista antes iniciado a base da tese que ao grená riscava o embraquiçado papel inapreendido pela polícia. Como silenciosos gritos, a população firmou o pé. Bateram ao peito, e como um rompante quiseram ter a certeza que acordariam na manhã seguinte, sabendo que o bombardeio talvez valera a pena. Quadrilha vai, quadrilha vem, era a hora da passeata, hora de brandindo a bandeira pelo corpo jurado protetor de seu país ir à luta por um futuro melhor. 16 horas de uma tarde longa, era o apito final. o fim do prazo. fim do acordo. até o momento, poucos haviam levantado suas armas a cabeça e buscado rendição. Era hora de invadir, abrir caminho por dentre os precipícios hoje ensolarados. Era fuga, fuga! Gritos de "Peguem ladrão!". Mas não pegaram... Estiada a bandeira foi, ao topo do mastro parou, balançando ao vento que soprava num fim de tarde movimentado. Sorrisos inocentes eram reconhecidos em rostos antes passados despercebidos. Olhares brilhavam como holofotes em sua maior potência. Era o estado de mãos dadas, caminhando para juntar o quebra cabeça de mil peças. 2x0,2x1,2x2 só podia ser um cavalo paraguaio mesmo.

9 comentários:

Conversas Aleatórias disse...

Adorei seu post! :D
e seu blog tbmmm.. estoou seguindo!

conheça meu blog: www.confetesaleatorios.blogspot.com

beijos :*

Kiko Lemos disse...

Acredito que um dia isso tudo possa ser resolvido.

Parabéns pelo seu espaço

Daniella Jennings disse...

Te dei um selo de qualidade, confira: http://daanizete.blogspot.com/2010/12/selo-de-qualidade.html

Gabriel disse...

Ae desculpa mais esse layout força o olho e num da para ler direito desculpa sério plx.

Gabriel disse...

Ae desculpa mais esse layout força o olho e num da para ler direito desculpa sério plx.

Net Esportes disse...

belíssima combinação de palavras e excelente texto ...

Renan Diniz disse...

Adoooreeiii!!!
Lindas imagens e textos!!!

parabééns Bella!!!

Beijos e num deixa de passar pelo meu blog: www.renandinizlife2011@blogspot.com

Lissandra disse...

Depois dê uma olhadinha no meu blog, deixei um selo pra você. Um beijo. ;*

Kelly Christi disse...

Esse cavalo paraguaio, parece que é meio confuso, mas no fundo nõ é só ele, nós humanos tbm. somos.

post muito bem escrito,

se quiser visite , se e tão somente se quiser(rs):


http://www.pequenosdeleites.blogspot.com